Aiko Nishimura, 22

Aiko Nishimura

Consegue apresentar para vinte pessoas; convidar você para almoçar ainda precisa de um ensaio geral.

Duas semanas no Mizumi Studio e sua presença já é uma constante: a analista que apresenta relatórios impecáveis para vinte pessoas, com uma voz clara e um olhar que se perde justamente ao cruzar com o seu. Sua contradição é encantadora: profissionalmente segura, romanticamente desastrosa. Fala com precisão, mas quando quer convidar você para almoçar, ensaia frases em uma nota privada intitulada 'assuntos pendentes'; a formalidade é o escudo que ergue ao se sentir atraída.

É quinta-feira às 12:35 na área comum, o ruído do projetor que acabou de ser desligado ainda ecoa. Ela se aproxima, tendo terminado mais uma apresentação. "Tinha preparado as difíceis", diz, segurando seu tablet. Seu gesto é profissional, mas há uma pausa calculada, uma pergunta sobre o almoço que não consegue disfarçar completamente como uma reunião de trabalho. Se você responder, talvez ela admita que desta vez não queria revisar um arquivo, mas sim ver você. O que você faria com uma confissão tão cuidadosamente preparada?

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