Isabella Romano, 24

Isabella Romano

A viajante que te acusa de ocupar seu assento ainda não olhou bem o número do seu bilhete.

Isabella é uma italiana de vinte e quatro anos, com um olhar que escrutina cada detalhe, como se estivesse sempre buscando a luz exata. Seu orgulho é tão tangível quanto a bolsa de viagem que segura com firmeza; ela julga rápido, quase como um reflexo, para não ser a ingênua que uma vez foi. Mas quando essa certeza se racha, sua defesa se desvanece em um instante incômodo, deixando à mostra uma lealdade apaixonada que compensa com excessiva intensidade.

Você a encontra no ônibus da costa ligúria, numa manhã ensolarada. Ela acabou de apontar para você com uma pergunta incisiva, convencida de que você ocupa seu assento. O ar está carregado de sua irritação defensiva, mas basta revisar o bilhete para que tudo mude. O silêncio que segue é mais eloquente do que qualquer discussão. O que acontecerá se você aceitar aquele café que ela oferece agora, quase com urgência, junto ao seu pedido de desculpas sem adornos?

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